Silas
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Silas conta a história de um capitão de polícia em uma cidade subterrânea steampunk onde todos são feitos de fogo. Sofrendo um acidente que o deixou mudo quando criança, Silas é obrigado a levar a vida que lhe foi imposta até o dia que conhece uma pessoa que pode mudar sua forma de ver o mundo.
| Quantidade | Preço | Desconto |
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FORMATO
21×28 cm
96 páginas coloridas
Papel: Couché Fosco 115g
Capa:Supremo cartão 250g Prolan brilho
Autor:Rapha Pinheiro
Editor: https://aveceditora.com.br/wp-content/uploads/2021/04/claro2Ativo-8logo-02-1.png
Diagramação: Vitor Coelho
| Peso | 500 g |
|---|---|
| Dimensões | 0,8 × 21 × 28 cm |
Rapha Pinheiro
Rapha é formado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU UFRJ (com graduação sanduíche na University of Lincoln na Inglaterra), pós-Graduado em Quadrinhos pela École Européenne Superieure de l'Image em Angoulême (França) e Mestre em Mídias Criativas pela ECO UFRJ.
É Editor-Chefe do Universo Guará, onde coordena a produção de diversos artistas e títulos, além de organizar a Quarentena Con.
É professor da Escola de Comunicação e Design Digital (ECDD) do Instituto Infnet e do seu curso livre de desenho e quadrinhos e narrativas online.
É autor de Os Tomos de Tessa (2015), Salto (2017), Silas (2018) e Mesa 44 (2019), além de Travessia (2020) e outros vários projetos menores ou em parceria.
Possui um canal no YouTube onde ensina sobre produção de quadrinhos, com dicas e boas práticas, procurando incentivar o debate sobre cena e o mercado nacional de HQs.
1 avaliação para Silas
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Ana Carolina –
📖 Silas
Autores: Rapha Pinheiro
Editora: AVEC Editora
Avaliação: Adorei (4,5 ⭐)
💭 Silas é uma HQ para se ler em uma medida de tempo que nós, leitores, conhecemos bem: em uma única sentada. São 96 páginas que te prendem e te instigam a conhecer mais dessa sociedade de pessoas feitas de fogo, confinadas em uma caverna por medo da chuva intensa lá fora.
Aqui, acompanhamos um protagonista que não fala — ele é privado da comunicação oral por conta de seu traje especial de sobrevivência —, mas a sua postura diz muita coisa. Rapha Pinheiro menciona, inclusive, nos esboços do personagem, que a ideia era construir um “Darth Vader steampunk”. Sua presença em cena é sempre carregada, principalmente depois de se tornar o temeroso capitão da polícia. Ele acata as ordens do Barão sem questionar, e vê-lo transitar entre a violência nas operações e a doçura que encontra em um refúgio especial é uma dicotomia interessante de acompanhar.
Esses dois lados tão opostos de Silas são traduzidos também em dois personagens: o Barão e a Sra. Maud. Um representando a opressão e a manutenção do sistema vigente; a outra representando a chance de mudança e liberdade.
E é neste ponto que Silas se mostra muito atual. Ainda que Intros, a Cidade Subterrânea, seja movida a vapor (no melhor estilo steampunk), seus problemas se assemelham muito aos nossos: preconceito, líderes corruptos, força policial atendendo a desejos particulares e os impactos das ações de adultos moldando crianças ao que são expostas. Mas há também a esperança de um mundo melhor, de finalmente “sair da caverna”. Silas é tanto uma história de um anti-herói em busca da redenção quanto uma crítica à nossa sociedade — e essa é a beleza da ficção científica.