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Favelost: the book

Autor(a): FAUSTO FAWCETT
(6 avaliações de clientes)

O preço original era: R$79,90.O preço atual é: R$69,90.

Em cada esquina de grande cidade brasileira, existe um Mefistófeles entregando papeizinhos, aliciando pessoas para as maravilhas de Favelost. Em cada esquina digital da web, existe um Mefistófeles aliciando pessoas para Favelost. Eles caçam quem sofre de insatisfação crônica, ambição vaga, mas violenta, náufragos existenciais ou gente muito bem-sucedida. Todos a fim de alguma coisa mais excitante que as suas vidinhas losers, abastadas ou simplesmente remediadas… Muitos estão cansados de serem exemplos piegas de superação. Essa turma é a prova cabal de que existem fomes de viver impossíveis de serem saciadas pelas promessas de felicidade à disposição nas atuais gincanas sociais. A verdade é que não tem democracia, nem conquista humanista, nem um fundo de conforto social de tradição assim gregária ou bem-estar de sociedade equilibrada que segure, obstrua ou camufl e a estranha luz que emana da eterna indagação de Mefistófeles: “Tá tudo bem mesmo ou tem alguma ambição, inquietação, enjaulada no teu coração?”. Para essas pessoas, e são muitas, o mundo não é o bastante. Ser humano não é o bastante, e Favelost é a terrivel e excitante válvula de escape.

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ISBN: 9788554473013
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SKU: 9788554473013 Categorias: , Tags: , , ,
Descrição

FORMATO

16×23 cm
288 páginas
Papel: polen soft 80g
Capa: Supremo cartão 250g Prolan fosco

Informação adicional
Peso 350 g
Dimensões 1,2 × 16 × 23 cm
Autor
Fausto Fawcett

Fausto Fawcett

(10 de maio de 1957) é escritor e compositor formado em Jornalismo pela PUC do Rio de Janeiro .
É autor de sucessos como “Kátia Flávia, a Godiva do Irajá” (Fawcett e Laufer, 1987) — regravada por Fernanda Abreu
em 1997 e que fez parte da trilha sonora dos filmes Lua de Fel de Roman Polanski,Tropa de Elite e O Super Outro — “Rio 40 graus” (com Laufer e Fernanda Abreu, 1992) e “Balada do Amor Inabalável” (com Samuel Rosa).
Escreveu cinco peças, sendo três delas em parceria com Hamilton Vaz Pereira, diretor do icônico grupo dos anos 70
Asdrúbal Trouxe o Trombone: Olhos Ardentes (1985), Amizade de Rua (1986) e Ataliba, a Gata Safi ra (1988). As outras duas peças são Cidade Vampira (2005), em parceria com o
diretor Henrique Tavares, e Salomé by Fausto Fawcett (2016), recriação da peça homônima de Oscar Wilde sob a direção de Carolina Meinerz.
Escreveu seis livros: Salta Clara Poltergeist (1990, Editora Eco,
reeditado em 2014 pela Editora Encrenca), Básico Instinto (1993,
Relume-Dumará, reeditado em 2014 pela Editora Encrenca), Copacabana Lua Cheia (2000, Dantes), Favelost (2012, primeira publicação pela MartinsFontes), Pororoca Rave (2015, Tinta
Negra) e Pesadelo Ambicioso (2023, Numa Editora).

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Avaliações (6)

6 avaliações para Favelost: the book

  1. liviabe29

    Favelost foi uma leitura que realmente explodiu a minha cabeça em vários aspectos.

    É um livro muito conceitual, cheio de ideias, críticas sociais e reflexões sobre tecnologia, sociedade e o futuro da humanidade. O autor cria um universo extremamente caótico e intenso, e isso acaba refletindo diretamente na forma como a história é narrada.

    A leitura, para mim, não foi das mais fáceis. Em muitos momentos senti que a narrativa é muito acelerada e densa, quase sem pausas para o leitor respirar. Além disso, o livro traz muitos termos e conceitos que podem deixar a leitura um pouco confusa, principalmente se você não estiver muito acostumado com ficção científica.

    Também tive a sensação de que algumas ideias e acontecimentos são bastante enfatizados ao longo da história, o que às vezes me deixou um pouco perdida durante a leitura.

    Mas, ao mesmo tempo, é impossível negar o quanto a crítica social presente no livro é forte e provocativa. A obra levanta reflexões muito interessantes sobre até onde a humanidade pode ir em nome do progresso, da tecnologia e do desejo por evolução.

    No final, Favelost é aquele tipo de livro que talvez não seja uma leitura fácil, mas que faz você pensar bastante depois que termina , principalmente sobre o quanto esse futuro caótico pode não estar tão distante da sociedade que estamos construindo hoje

  2. glaudeniasilvaviana

    Favelost é um marco para a literatura nacional de gênero. O conceito da Mancha Urbana e a crítica ao hiperconsumo são atemporais. É um livro que expande os horizontes do que se pode fazer com a língua portuguesa. A densidade do texto é o que o torna único, embora seja o que também o torna um desafio para alguns leitores. Uma obra necessária para fortalecer o nosso cenário de ficção científica e fantasia. Parabéns pelo resgate deste clássico moderno!

  3. sararayanne58

    É um dos livros mais bem escritos e necessários da atualidade, uma vez que, além de fazer críticas sócias muito acertadas ele faz você refletir muito sobre pontos que muitas vezes nós deixamos passar ou não pensamos que fazem mal para nossa mancha urbana. O fato dele nos dar a definição de midíanfíbios foi genial, assim como dizer que a essência de Goethe e prometeu está em nós foi incrível.

  4. Camila Cienfuegos

    Favelost foi, sem sombra de dúvida, o livro que me engoliu. Um daqueles que não apenas se lê, mas que parece nos sugar para dentro de suas páginas. O fluxo de consciência constante cria uma narrativa tão acelerada que, em alguns momentos, tive a sensação de precisar segurar o Kindle com firmeza para não ser arrastada junto.

    É impressionante como o autor escancara problemas extremamente reais, e cada vez mais intensos. Vivemos na era dos amores líquidos, dos tempos líquidos e, por que não dizer, também sombrios. Aos poucos, somos engolidos por uma realidade em que ninguém mais imagina passar um único dia longe das telas. Foi-se o tempo em que dizíamos: “vou ficar um tempo off e depois volto para a internet”. A verdade é que já não entramos mais na internet, nós vivemos nela, vinte e quatro horas por dia.

    Em determinado momento da leitura me peguei pensando: será que um dia existirão templos dedicados à tecnologia? Afinal, parece que caminhamos cada vez mais para o transumanismo, essa ideia de que a tecnologia pode ser o caminho para superar as limitações humanas. Aqui, ela não chega a ocupar o lugar de D’us, mas se aproxima perigosamente de algo que promete transcendência.

    Favelost é o tipo de livro que faz o pensamento acelerar. Um livro que não apenas provoca reflexão, mas que vira o leitor do avesso com a quantidade de ideias e informações que despeja a cada página. Uma leitura intensa, inquietante e impossível de atravessar sem sair um pouco diferente do outro lado.

  5. admiravel.leitura

    “Porque os humanos são o que são: paradoxais, contraditórios e ambíguos, cheios de entrelinhas, interstícios e intersecções governadas pelo hormônio do imponderável”

    Esse é um livro para ser lido devagar e não apenas uma vez, pois é quase impossível absorver todo o seu conteúdo em uma única leitura.

    A narrativa segue um molde responsável por nos expor a megalópole de Favelost, explicando de forma crítica como parte do Brasil se tornou uma potência tecnológica com ares avassaladores. São capítulos curtos, porém que se estendem em explicações profundas e dotadas de reflexões acerca da nossa própria realidade social.

    Em um segundo plano, acompanhamos a jornada dos protagonistas, Júpiter e Paula, dois soldados responsáveis por identificar e neutralizar quem se rebela contra o sistema ao perceberem o estado sólido de suas existências. Jupiter e Paula precisam se encontrar para evitar suas m0rtes. E é ao longo da viagem empenhada por eles para se reunirem que essa mancha urbana chamada Favelost é exposta em explanações reflexivas e críticas sobre as mudanças ocorridas nesse futuro tecnológico.

    Essa é uma obra inteligente e repleta de críticas sociais contundentes. Entretanto, essa exposição de construção de universo minuciosa torna o enredo um tanto cansativo e monótono, principalmente por transmitir inúmeras informações. Esse ponto se interliga a uma crítica relevante apresentada na obra: a quantidade de informação divulgada e veiculada nesse novo mundo.

    Essa abundância informacional não difere da nossa realidade, pois a todo instante somos alvos de inúmeras notícias, relatos, vídeos, propagandas. Em nosso presente a verdade e mentira se confundem constantemente.

    Embora seja uma leitura complexa essa é uma obra detentora de reflexões e críticas sociais contundentes, expondo como a tecnologia tem evoluído de uma maneira que, se não controlada, será nociva para nós, seres humanos dotados de humanidade.

    Um livro para ser apreciado.

  6. Otheomarques

    Um livro muito intrigante.

    Eu passei uma parte dele criticando que não me conectava ou entendia, mas, então, percebi que fazia parte da minha experiência pessoal com o livro.
    É uma crítica muito complexa sobre a sociedade e o que a ambição é o poder monetário levam a humanidade a fazer, com camadas bem densas de apontamento social e muito desconforto, é um livro que, apesar de ficção, te deixa apreensivo para os caminhos reais que vamos tomando com as experiências de futuro.
    É ácido, verborrágico e muito voraz. Eu amei.

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