Mila, o escoteiro detetive
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Roubos, sequestros, quadrilhas, falsificações, códigos secretos, documentos perdidos, crianças desaparecidas: sem o faro investigativo do menino Mila, o escoteiro detetive, e seu olhar racional e atento a indícios e detalhes, nem o agente de polícia Furão nem o delegado Dr. Felisberto teriam qualquer chance de descobrir a solução para os casos misteriosos que se sucedem, vertiginosamente, em pleno Rio de Janeiro dos anos 1920! Junte-se a nós nesta verdadeira viagem no tempo, leitor, e seja você também um Sherlock mirim (escoteiro ou não!).
Pela primeira vez disponível em livro para seus leitores, graças à arqueologia literário-detetivesca do pesquisador Leonardo Nahoum, estes dez contos do personagem Mila, o escoteiro detetive, criação do escotista e escritor Benevenuto Cellini dos Santos (1869-1927), foram publicados cem anos atrás na revista O Tico-Tico (1923-1925) e representam uma faceta desconhecida dos primórdios de nossa literatura infantojuvenil policial: o que temos aqui é uma inédita promoção do escotismo (cujos ideais começavam a ser adotados pelas redes escolares oficiais) embalada em histórias policialescas, gênero adorado pelos mais jovens, mas tido como pernicioso pelas patrulhas pedagógico-morais de plantão. Aventura, detecção sherloquiana e um projeto moral redentor para a infância brasileira: é essa a essência da criação genial de Benevenuto Cellini dos Santos – Mila, o escoteiro detetive.
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Dados técnicos
Formato: 16×23 cm
Páginas: 240
Papel: polen 80g
| Peso | 350 g |
|---|---|
| Dimensões | 1,1 × 16 × 23 cm |
Benevenuto Cellini dos Santos
Benevenuto Cellini dos Santos (1869-1927), natural de São Paulo e um dos maiores nomes do movimento até hoje, nasceu em 17 de setembro de 1869, mas radicou-se em Niterói nos últimos anos de vida, onde faleceu em 2 de janeiro de 1927. Contador concursado dos Correios, foi o maior escritor e divulgador
escotista que o movimento teve em sua época, e prova disso é a grande repercussão de sua morte, noticiada em inúmeros periódicos.
Autor de diversas músicas escoteiras muito populares, como os hinos “Alerta” e “Rataplan do Mar”, Cellini dos Santos começou a praticar o escotismo em 1914, sendo um dos fundadores da Associação Brasileira de Escoteiros e autor de obras como O ementário do escoteiro, entre outras. A partir de 1925, atuou como diretor e redator do boletim O Escoteiro da Glória, no qual publicou inúmeros artigos, letras de música e folhetins sobre a filosofia escotista. Escreveu ainda para
o periódico A Voz do Mar e produziu contos para a revista O Escoteiro, da Associação dos Escoteiros Católicos do Brasil, pouco antes da publicação das histórias de Mila, o escoteiro detetive, na revista O Tico-Tico (1923 a 1925).
Leonardo Nahoum
Leonardo Nahoum é doutorando em literatura comparada pela Universidade Federal Fluminense, mestre em estudos literários,
jornalista e graduando em Letras. Autor do livro Histórias de Detetive para Crianças (Eduff, 2017), da Enciclopédia do Rock Progressivo (Rock Symphony, 2005) e de Tagmar (primeiro role-playing game brasileiro; GSA, 1991); dirige, ainda, o selo musical Rock Symphony, com mais
de 120 CDs e DVDs editados, e dedica-se a pesquisas no campo da literatura infantojuvenil de gênero (genre, não gender), com foco em
autores como Carlos Figueiredo, Ganymédes José e, claro, Hélio do Soveral.
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