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    A.Z. Cordenonsi

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Le Chevalier e a Exposição Universal

por: A.Z. Cordenonsi
5 de 5 baseado em 1 avaliação de clientes
1 avaliação de cliente

O ano é o de 1867 e Paris prepara-se para celebrar a Exposição Universal, consolidando-se como a capital do mundo moderno!

Impulsionada pela tecnologia a vapor do professeur Verne, Paris se tornou o epicentro de uma renovada Europa. Ferro, fumaça e óleo lubrificam o caminho do Império Francês enquanto drozdes mecânicos saltitam entre a multidão.

Mas uma ameaça paira sobre a cabeça de Napoleão! Em uma guerra de apenas sete semanas, a Prússia derrota a Áustria e lança seus olhos cobiçosos sobre a rica e aristocrática França. Dos campos de batalha para os becos sujos da capital, dos jantares nababescos a catacumbas infestadas de ratos, assassinos e chantagistas se espalham no submundo da espionagem internacional.

Mergulhado nas trevas, o Bureau convoca o seu melhor homem: Um espião sem passado. Sem nome. A serviço da sua Majestade, ele é conhecido apenas como: Le Chevalier!

ISBN (Impresso): 978-85-67901-07-7
ISBN (ebook): 978-85-67901-08-4

Formato: 23 x 26 cm
Quantidade de páginas: 192
Papel: Polen Bold 90g

Editor: Artur Vecchi
Capa e diagramação: Marina Ávila
Ilustração de capa: Diego Cunha
Revisão: Luiz Fernando Manassi Mendez

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Ebook: Amazon, AppleKobo, Livraria Cultura,  Livraria da Travessa.

R$ 29,90 R$ 26,90

Release

Trailer:

Le Chevalier para Livreiros

Uma introdução ao Steampunk

Le Chevalier e o Circo dos Horrores Mecânicos de M. Vandelmar – Ep. 01

Le Chevalier e o Circo dos Horrores Mecânicos de M. Vandelmar – Ep. 02

Skoobhttp://www.skoob.com.br/le-chevalier-e-a-exposicao-universal-440058ed498626.html

Resenha do canal Literatura Dark

Resenha do Canal é o Último, Juro

 

Resenha no Blog Uareva – Uaréview: Le Chevalier e a Exposição Universal

 

 

 

Fanarts

Arte: Vitor Coelho

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Arte: Diego Cunha

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Arte: Vilmar Rossi Junior

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Arte:Pedro Mauro

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Arte: Tamie Gadelha

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Arte: Fred Rubim

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Detalhes

ISBN: 978-85-67901-07-7
Editora: AVEC Editora©
Data de Lançamento: 2015
Páginas: 192

Editorial Um bom Steampunk nacional Quem acreditava que o Steampunk estava extinto aqui no Brasil se enganou de forma magnânima. A. Z. Cordenonsi mostra que o gênero está vivo e ainda pode gerar excelentes obras e com ambientes variados. Se você não acredita, aperte o cinto, abra a mente e vamos viajar diretamente para Paris, no começo do século XX. Paris está bem diferente do que você imagina. É apenas o início do século, mas a cidade está repleta de tecnologias movidas a vapor. Temos armas poderosas, barcos potentes, alguns robôs, mãos mecânicas, drozdes – animais mecânicos capazes de alguns truques – e um grande problema: a Exposição Universal do ano, que ocorrerá na França, está seriamente ameaçada. Motivo? Interesses econômicos e bélicos. A Exposição Universal é o arroto de ego das potências mundiais. Lá é onde os grandes países apresentam seus avanços tecnológicos, suas armas mais poderosas e sua força intimidadora. E essa edição, em especial, há outro ingrediente: existe uma tensão no ar por causa da expansão territorial germânica. Ou seja: armas + promessas de guerra + disputas de egos = confusão. “As estrelas mais brilhantes já pontilhavam no firmamento, enquanto tons de turquesa e anil desapareçam no horizonte encoberto pelos telhados de tijolos avermelhados e pela fumaça que escapava dos fogões e lareiras. Pouco a pouco, os acendedores de lampiões deixavam as suas residências, ocupando-se com os seus cajados compridos e iluminando o passei público”. Para evitar que tudo dê errado e para fortalecer a França, o imperador Napoleão III mobilizou o espião Le Chevalier e seu fiel escudeiro, o legionário Persa. O objetivo deles é simples: descobrir qualquer possibilidade de sabotagem e evitá-la. Porém, ambos não imaginavam que poderiam ter tanto trabalho. A. Z. Cordenonsi construiu o livro com uma habilidade incrível, demonstrando uma narrativa madura e uma escrita envolvente. A tecnologia a base de vapor funciona bem e sem grandes problemas. Contudo, para explicá-la corretamente, algumas vezes recorre a descrições mais longas, o que pode incomodar a alguns leitores. Os personagens, por sua vez, são bons e bem desenvolvidos. Persa, apesar de não ser o grande protagonista, é quem rouba a cena, mostrando-se divertido e cativante. Seu amigo e “chefe”, Le Chevalier, mostra-se menos envolvente. Apesar de ter uma inteligência incrível, seu carisma não convence o leitor por completo e não o torna inesquecível. Entretanto, isso não impede uma boa leitura. “Le Chevalier andou calmamente por entre os convidados, notando o comportamento destes ao tomar seus assentos previamente marcados. Havia condes, marqueses e barões para todos os gostos; provavelmente, metade da realeza europeia estava por ali”. Além do bom conteúdo, a editora AVEC caprichou na parte visual da obra. A capa é bonita e em perfeita sintonia com o conteúdo do livro. Além disso, no final há ilustração dos principais personagens, o que faz mais vívida a experiência literária. Além disso, a revisão está boa: encontrei pouquíssimos erros, o que torna a leitura ainda mais rápida. De uma maneira geral, apesar de não ser perfeita, Le Chevalier e a Exposição Universal é uma excelente leitura e que possui tudo para agradar a quem adquirir a obra. Sem falar que há potencial para melhorar ainda mais nas possíveis sequências. Leitura recomendada!

  1. 5 de 5
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    A Avec vem me impressionando mais e mais com suas edições.

    Desta vez trata-se de um speampunk¹ nacional, do autor Andre Zanki Cordenonsi, que veio ao mundo para fazer algumas pessoas crerem que nossos brasileiros podem ser melhores do que os outros… no mínimo, podem ser tão bons quanto!

    WOW!
    André (posso te chamar assim, monsieur Cordenonsi?) me impressionou demais!

    Steampunk está longe de ser meu gênero favorito e eu me empolguei na leitura (que me fez ficar curiosa e dar risadas, como costuma acontecer nas leituras de Sir Arthur Conan Doyle e seu famoso personagem Sherlock Holmes).

    Fatos históricos são tão bem traçados e entremeados com a ficção, que acreditamos piamente que tudo aconteceu.

    Fiquei o tempo todo me perguntando se André tinha alguma formação em História ou o trabalho de pesquisa é uma paixão que o tornou um expert no assunto. Na verdade, quis muito ser um neurônio do autor pra ver como toda essa maquinaria funciona. Juro!

    A história passa-se em 1867 em Paris, onde está para acontecer a Exposição Universal. Nessa exposição (que eu comparei mentalmente à Copa do Mundo em nossos tempos), cada país tem chance de sair com fama e prestígio, ou com o nome enlameado, portanto o acontecimento é de mobilização geral.

    O contraste sócio-econômico (ruas sujas X moradias suntuosas; extrema pobreza X extrema riqueza) chamou demais minha atenção, nessa sociedade paralela.

    A ambientação é perfeita: muito vapor, latão, zinco, cristal de quartzo, cobre, etc., pelas cidades e os drozdes (pelos quais me apaixonei perdidamente), que, como animais de estimação, acompanham seus donos no dia a dia do local. Cada um deles têm um comportamento individual (que tem muito a ver com seus donos, como notei) que lhes permite um certo grau de raciocínio e personalidade.

    Logo no início temos uma morte brutal, onde o assassino fez questão de matar também o drozde (seria uma modus operandis de algum matador conhecido?):

    Um sorriso malvado surgiu entre seus lábios finos e, com um salto atlético, ele alcançou o pequeno drozde coruja, que piava desesperado, sem entender o que estava acontecendo. Ele acariciou lentamente o pequeno artefato de cobre, como se o acalantasse da perda do amo.

    Então uma raiva corrosiva relampejou em seus olhos, e trouxe um brilho obscuro às suas faces escorridas. Com os dentes trincados, ele destruiu o drozde, socando-o repetidamente no chão, até vê-lo desmantelado entre seus dedos.

    Como era possível que Napoleão III corresse perigo, mas a exposição não podia ser adiada ou interrompida (para que a supremacia francesa reverberasse pela Europa Continental – The Show Must Go On), resolveram chamar o homem que era conhecido por “Le Chevalier” (O Cavaleiro, em Português) para solucionar o caso.

    Le Chevalier havia sido afastado de seu posto de agente secreto do Império Francês, mas sua eficiência e eficácia eram grandes demais, assim sendo, voltou-se atrás na decisão do afastamento e ele foi designado para descobrir que país e quem, encomendara aquele assassinato.

    Le Chevalier era sempre acompanhado de Persa (seu leal escudeiro assistente) e Persa me fez rir demais com seus jargões acertadíssimos para a época e local.

    Outros personagens também roubaram meu coração, como é o caso de Juliette. Uma criança espertíssima e pobre, que dentre outras coisas, construía seus artefatos para furtar a população (em especial em época de festas) para seu sustento.

    Descobrir quem matou e porque, tornou-se minha missão e eu me descobri ajudando O Cavaleiro a descobrir toda a trama e a escapar impune das tentativas de assassinato nessa conspiração internacional.

    Que tal envolver-se nessa missão também?

    Termino dizendo que a diagramação da Editora Avec está maravilhosa, as ilustrações dos personagens que aparecem ao final do livro foram o que vi primeiro, para desenhá-los (na minha mente) nas cenas bem descritas.

    Algumas pessoas podem incomodar-se um pouco com as notas de rodapé que o autor coloca em abundância, já eu gostei demais de tê-las como referência para o que eu não conhecia.

    A escrita fluída, inteligente e rebuscada (na medida certa) me impressionaram muito e me deixaram ansiosa para a próxima obra. O conhecimento de Cordenonsi sobre o que escreve é notável e me senti aprendendo enquanto me divertia.

    Super recomendo!

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